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Vale D'Urso

É uma linda aldeia do Concelho de Proença-a-Nova sendo de realçar a ponte construída no ano de 1896 e a ribeira de águas limpas que a atravessa.

É uma linda aldeia do Concelho de Proença-a-Nova sendo de realçar a ponte construída no ano de 1896 e a ribeira de águas limpas que a atravessa.

O Blog da Nossa Terra

Este espaço tem por objectivo estimular o convívio entre os Valdursenses. Aqui divulgaremos as actividades que envolvam os três povos da capelania: Casalinho, Foz do Pereiro e Vale D’Urso. Convidam-se todos os residentes, naturais e amigos das três aldeias a enviar os textos e fotos a publicar para o endereço "e-valedurso@sapo.pt"

AS MALHADAS

Autor: Sebastião Pires

A “eira do meu tempo”, já estou como o Assis Pacheco “as belas do meu tempo”, situava-se em frente da casa do Sr. António da “Professora”. Isso porque era um local de fácil acesso, de chão mais ou menos plano, resistente mas macio. Esse terreno mais ou menos com 10m por 10m era previamente limpo, endireitado e revestido por várias camadas de um produto líquido feito com excrementos de boi “bosta” desfeitos em água. Ora, como estávamos no Verão aquele produto deitado sobre a terra secava com muita rapidez e oferecia, em consistência, um tapete muito macio onde eram colocadas fachas de cereal ao lado umas das outras. De seguida, como poderão ver nas fotos em baixo, criavam-se dois grupos de homens para malhar “o pão”.

Estes dois grupos malhavam à vez gritando algumas palavras ou simplesmente sons.

Os instrumentos “Mangueiras” eram feitos com dois paus de madeira. Um estreito e comprido e outro grosso curto, mas pesado. Eram ligados por cabedal para amarrar os paus e ligados entre si por uma pele de enguia já mais velha ou seja pele de eiró.

Esta pele era muito resistente o que permitia um boa charneira entre os paus. . De vez enquanto parava-se para os aguadeiros darem de beber aos homens ou para estes limparem o suor com os lenços que traziam no pescoço ou nos bolsos.

Naquele tempo a “palha “, ou seja os montes de palha que ficavam eram a delícia dos pequenotes porque permitia brincadeiras de muita fantasia.

Ao fim do dia ensacava-se o pão e levava-se para casa nos carros de bois. Á noite havia toque de concertina, e cantava-se o fado serrano.

Falta dizer que todo este trabalho era de entreajuda na aldeia. Era trabalho pago com trabalho. Trabalho comunitário.

  

  

Imagens retiradas do blog http://fidalgodocastelo.blogs.sapo.pt/

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